Home Data de criação : 08/09/10 Última atualização : 10/02/04 20:13 / 42 Artigos publicados
 

Metallica Buscando e Destruindo  escrito em quinta 04 fevereiro 2010 20:13

Último dia do primeiro mês de 2010. Uma chuva constante cai em São Paulo enquanto uma multidão de jovens, velhos, homens e mulheres, todos vestidos de preto se amontoam em frente ao estádio do Morumbi. São quase nove da noite quando a chuva cessa. Não que ela pudesse prejudicar o que o quarteto prestes a subir ao palco estava pronto para fazer. Mas parece que os caras estão mesmo de bem com os “Deuses do Metal”. As luzes se apagam, um mega telão se acende e as próximas duas horas são recheadas por uma verdadeira pancadaria sonora.  Depois de onze anos, o Metallica voltou ao Brasil, fezendo jus a fama de  maior banda de metal do mundo e, definitivamente, apagou a má impressão deixada em sua ultima passagem por aqui, em 1999.

 

Naquela época a banda vivia um momento irregular, com o lançamento dos dispensáveis discos Load e Re-Load, e embarcavam na turnê do álbum de covers Garage Inc. Isso em meio a brigas e problemas com alcoolismo e relacionamento, que mais tarde culminariam com a saída do baixista Jason Newsted. O resultado de todo esse caos, foi um show inconstante, morno, com um palco frio, sem telão, sem novidades e principalmente sem alma. Set list burocrático, que não agradou nem metaleiros da antiga e nem os chamados "fãs da FM".

 

 

Mas a reciclagem pela qual a banda passou, devidamente registrada no sombrio documentário “Some Kind of Monster”, mostra que surtiu efeito. O lançamento de Deth Magnetic, um dos melhores discos da história da banda, tirou o quarteto das trevas, os trouxe de volta aos holofotes e mostrou que a banda ainda tem muita lenha para queimar.

 

No palco, James, Lars, Kirk e Trujillo se mostram muito bem, tanto tecnicamente como espiritualmente. O clima da banda é empolgante e dar pra ver que eles estão se divertindo. O resultado é uma apresentação forte e precisa. A tradicional pirotecnia (que não veio na bagagem em 1999) estava presente. Mas nem os fogos de artifício, nem o mega telão e muito menos as chamas que a todo momento explodiam no palco, tiraram o foco do elemento principal do show: as musicas. A boa qualidade do álbum Deth Magnetic permitiu um set list equilibrado, onde clássicos como Creeping Deth, One, Master of Puppets e sucessos como Sad But True, Fuel e Enter Sandman, deixaram a banda a vontade para “apresentar” aos fãs as novatas Cynide (para mim a melhor do disco novo), The end of line, Broken, Beat & Scarred, entre outras.

 

 

Um dos pontos que mais impressionou durante o show foi a qualidade do som, limpo e no talo. Ainda posso sentir o bumbo da bateria do Lars ressonar no meu peito e a distorção feroz das guitarras zunir no meu ouvido. Uma verdadeira aula de Rock and Roll. A “família Metallica”, como o próprio James constantemente se referia aos fãs, estava novamente feliz e satisfeita. Pouco depois das onze da noite, as luzes se acendem e a multidão ainda se recusa a encerrar a apresentação. Ao som de gritos de “Ole, Ole, Ole, Ole,  Metallica”, baquetas, palhetas e copos de águas são arremessados ao publico.

 

Nos dois dias de show em Sampa, mais de 100 mil metaleiros saíram do estádio sorrindo como crianças deixando um parque de diversão. Afinal, como diz o antropólogo San Dunn, diretor do documentário Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal , “Dentro de cada metaleiro ainda existe aquele menino de quinze anos que só pensa em ouvir musica no talo”...Sabias palavras.

 

 

 

 

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Mais Metallica.....  escrito em quinta 04 fevereiro 2010 20:11

 

Ainda sobre o intenso show do Metallica em São Paulo, dessa vez tive uma experiência diferente. Pela primeira vez assisti a um show da arquibancada e não da pista. E como tudo na vida, existe o lado bom e o ruin. Ganha-se em conforto e perde-se em emoção. A visão é até melhor do que em determinados pontos da pista, e coisas como comprar bebida ou ir ao banheiro são relativamente mais fáceis. O preço disso é um show bem menos intenso. Pois a pista transborda rock and roll numa energia única.

O interessante é que existem dois tipos de públicos presentes a esse longínquo setor. O primeiro grupo é formado por aqueles que optam pela arquibancada, justamente por acreditar que ali ficarão mais “seguros” e confortáveis. Em geral, trata-se de uma galera mais velha, que curte a banda mas que quer assistir  ao show no estádio como se estivesse no sofá de casa.

Já o segundo grupo, que confesso me identifico mais, é formado por pessoas que simplesmente não tem grana para pista e acabam embarcando na arquibancada, opção mais barata. Estes se recusam a aceitar a frieza daquele setor e agem como se estivessem na pista, pulando, gritando e fazendo "micro rodas", para desespero dos fãs que buscavam naquelas cadeiras a tranqüilidade que nenhum show de rock pode oferecer.

Conflito?? Nada disso. Apesar de todo arquétipo do “metaleiro”, confusões são raras em shows desse tipo. Afinal, como diz um amigo meu, o único lugar ruin em um show do Metallica é o do lado de fora.

 

P S: O pior de ficar na arquibancada foi ter que ver meu amigo e chefe Ibiapaba Netto (www.vidadereporter.com.br) dando tchauzinho pra mim da pista!! E olha que compramos exatamente o mesmo ingresso!!, Mas ele, que chegou mais cedo do que eu, conseguiu, sabe-se lá como, adentrar na pista. Enquanto eu tive que me contentar em ver o Metallica das confortáveis e distantes cadeiras laranjas do Morumbi. Mas como ele estava acompanhado  do sobrinho que assistia ao seu primeiro show de rock, foi válido. Grande estréia pro rapaz, com fama de futuro guitarrista! Além do que, o show foi tão bão, que a última coisa que me lembro é o lugar do estádio em que eu estava.

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Tem Hardcore no Sertão!  escrito em sexta 30 outubro 2009 21:30

 Dê uma boa olhada nos caras da foto acima. Você conseguiria imaginar esses quatro marmanjos, fazendo cara de maus, pulando e cantando a plenos pulmões algo como “É o amor”, sucesso popular da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano? Pois saiba que essa é exatamente a proposta da Hardneja Sertacore, banda gaúcha criada em 2004, que resolveu misturar a melodia das canções do campo com o peso e a velocidade do hardcore. A idéia não é nova, é verdade. Bandas como Raimundos, Fresno etc, já se aventuraram nessa praia. Mas, ao contrário desses grupos, no caso da Hardneja, as versões não fazem parte de uma brincadeira ou experiência, mas está em sua essência. Além disso, a banda chama atenção pela pegada do som. Independente das músicas serem versões de canções sertanejas, trata-se de hardcore de alta qualidade, cheio de riffs fortes, bateria martelada e tudo mais que o estilo pede.

 A idéia de criar a Hardneja nasceu da cabeça do vocalista e “mentor” da banda, Nigéria. Produtor musical na cena alternativa do Sul, ele sempre achou que a melodia sertanejas eram semelhantes as das musicas gravadas pelas bandas de hardcore melódico. Para provar a tese,  gravou sozinho uma demo e mostrou para os amigos. O resultado ficou tão interessante que ele recrutou os companheiros Gabriel Alves (guitarra), Lucas (Baixo /vocal) e Careca (bateria), para formar a banda e oficializar a brincadeira. Clássicos como  “Pense em mim”, “Dormi na praça”, “Estou apaixonado”, entre outras, já receberam sua injeção de hardcore. Com seus vídeos e músicas na rede, logo a banda caiu no gosto de internautas e em menos de um ano sua pagina do MySpace já recebia quase 500 mil acessos.

Agora, com contrato assinado com a gravadora Arsenal Music, a banda, que acabou de se mudar para São Paulo, se prepara para lançar seu primeiro CD. Abaixo vocês conferem um bate-papo com o vocalista, guitarrista e idealizador do Hardneja Sertacore, Nigéria, em que ele conta como pretende agradar a gregos e troianos, ou melhor a cowboys e roqueiros.

 

Blog do Edu: Como é que surgiu a idéia de fazer esse tipo de som?  

Nigéria: Eu tive a idéia em 2004, quando estava gravando e produzindo uma banda de hardcore melódico. Eu sempre zoava com os caras da banda, dizendo que os vocais de HC e de sertanejo são parecidos, porque quase sempre tem duas vozes cantando junto, sendo a principal e a 2ª, fazendo uma 3ª acima ou uma 5ª abaixo.

 

Daí você quis provar sua tese?

Pois é, fiquei com isso na cabeça e resolvi gravar sozinho a 1ª versão "hardneja sertacore" no home-studio que eu tinha na época. A idéia ficou abandonada até 2007 onde surgiu a oportunidade de gravar e lançar um CD. Foi então que chamei uns amigos e montamos a banda.

 

E os outros caras da banda, toparam numa boa a idéia?

Sim. Inicialmente eu fiz o projeto sem pretenção nenhuma. Gravei sozinho algumas músicas e passei para amigos. Mas as coisas começaram a acontecer sozinhas. As gravações foram parar no youtube e outros sites, sem eu saber. Logo já tinha um monte de gente querendo conhecer a banda. Então eu pensei: Está na hora de montar a banda de verdade e fazer show

 

E como são os shows da banda? Vocês tocam apenas as versões?

Tocamos apenas as versões e é do caralho ver a galera do HC fazendo roda punk, o bicho pegando ao som de...Sertanejo. E olha que a galera conhece todas as musicas... É foda! heheh

 

Então já rola uma grana?

Sim. Hoje nós nos sustentamos São Paulo com a Hardneja

 

Quantos shows vocês fazem em média?

Novembro acho que vamos ter 6 ou 7. Agosto tivemos uns 11.

Setembro e Outubro foram poucos porque estávamos gravando o CD

 

Falando no CD, esse é o primeiro da banda?

Na realidade a gente gravou o 1º CD em 2008, com as músicas que estão no Myspace, Youtube, etc. Mas foi um CD “virtual”, não temos ele físico para vender. Até porque não tínhamos a liberação de direitos autorais das músicas

 

E em que pé está esse novo projeto?

Agora que assinamos com a Arsenal/universal, acabamos de gravar o CD de estréia oficial, que será comercializado normalmente, com todos os direitos legalizados. Ele já foi gravado e mixado, pronto para ser lançado, mas ainda não temos uma data.

 

Vocês ganharam uma grande visibilidade graças a Internet, com vídeos e dowloads gratuitos. Qual a expectativa para o mercado "físico"?

Com certeza a internet foi e está sendo muito importante para a divulgação da Hardneja. Esperamos com o CD "físico"  atingir um publico muito maior, uma galera que muitas vezes não tem o costume de usar a internet para conhecer bandas. Por enquanto o nosso público é a galera do rock,  mas muitas pessos nos falam que seus pais que gostam de sertanejo, adoraram a banda.

 

Vocês já tiveram a oportunidade de saber o que algumas das duplas que vocês regravaram acharam da versão da Hardneja?

Em Julho tocamos no programa Altas Horas da Globo, e dividimos o palco com Zezé di Camargo e Luciano. Foi muito bacana saber que eles aprovaram o projeto, inclusive disseram que queriam fazer uma participação no nosso CD. tivemos mais alguns contatos com a dupla e foi muito bom, os caras são muito gente boa! Quem quiser, pode ver o video da apresentação aqui

 

E vai rolar a participação!?

Ainda não sabemos. Estamos vendo se vai rolar participações. Mas não temos nada confirmado. Ainda.

 

Uma das coisas que me chamou atenção no som de vocês, é que as versões mantém as melodias originais das músicas, só alterando os arranjos e evidentemente o peso das canções. Como é o processo de criação desses arranjos e das escolhas das musicas?

Nós realmente procuramos manter a melodia original e a mesma base harmônica. Geralmente, vou para o meu estúdio de gravação, crio a estrutura da música. Faço a bateria (virtual), arranjos de guitarra e baixo. Depois mostro para o resto da banda e criamos em cima disso.  

 

Há alguma versão preferida ou alguma que gostaria de fazer e ainda não fez? 

Gosto muito de "você vai ver", acho que é minha preferida!!! Gostaria de fazer (e ainda vamos fazer) "convite de casamento".

 

Já houve algum caso de uma dupla que proibiu a versão de vocês? 

Por enquanto, não! heheh... E pelo que sei, todas as músicas do CD estão sendo liberadas tranqüilamente.

 

 

Vocês são do Rio grande do Sul. Nunca pensaram em fazer versões de musicas "gauchescas" de raiz em versão hardcore!!??

Na realidade já pensamos em transformar vários estilos em HC, mas o nome da banda perderia o sentido. Ao menos por enquanto vamos ficar somente nas versões sertanejas. Mas versões “gauchescas” ficariam bem engraçadas!hehe

 

 

Mas afinal, você gosta de musica sertaneja? Tem um cantor/dupla preferido??

Na verdade, não tenho o costume de ouvir sertanejo. Mas respeito muito eles. Tem muita gente de qualidade nesse meio. Acho que a dupla que mais gosto é Zezé di camargo e Luciano, até por ter conhecido eles.

 

Quais as expectativas para o próximo ano?

Sucesso! queremos levar o nosso som para a maior quantidade de gente possível e tocar muito por todo o Brasil! Por isso fechamos com uma gravadora grande.

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Sangue Novo no Rock  escrito em segunda 28 setembro 2009 19:16

 Por Ibiapaba Netto*

 

A bela garotinha ao lado, que sem nenhum ressentimento castiga com ânimo a pobre bateria, não era a única empolgada com a barulheira produzida durante a Expomusic 2009. O evento é uma espécie de salão do automóvel para a indústria de instrumentos musicais e todo tipo de equipamento para estúdio, montagem de palcos e afins. Resumindo, um parque de diversão para músicos e semi-músicos como eu. Na verdade, fui acompanhando meu sobrinho de 13 anos, muito mais talentoso e, obviamente, competente do que eu quando de posse de uma guitarra ou violão. Andando pelas ruas da exposição, pude confirmar uma antiga tese, a qual já comentei com o Eduardo, dono deste divertido blog: muito em breve, teremos uma nova e virtuosa geração de roqueiros no Brasil. Explico o porquê.

 

 

Nos meus tempos de adolescente, para se conseguir executar uma música com perfeição, era um verdadeiro custo. Era preciso pagar um professor que “tirava” as músicas de ouvido e depois a repassava em suaves prestações. Apenas os mais talentosos, que sempre são a minoria, conseguiam se virar sozinhos. Hoje, com o advento da internet, há vídeo aulas mostrando tudo, em detalhes, como se toca qualquer clássico do rock. O resultado é assustador. Meu sobrinho toca de “cabo a rabo”, alguns clássicos do Iron Maiden, com todos os seus detalhes. Ainda tropeça um pouco nos solos mais virtuosos. Porém, ele tem apenas 13 anos! Um colega de sua escola, apelidado de “From  Hell”, tem 16 anos e não mais tropeça, sequer, nos solos mais cabeludos do Van Halen. Para um cara como eu, ou talvez como o Eduardo, seria necessário nascer de novo para chegar em tal estágio.

 

E não é só no quesito “aprender” que a molecada tem sorte e competência. Perambulando pela feira, via algumas coisas fantásticas. Um pedal para voz cuja missão é “afinar” o cantor em tempo real, sem atraso, sem modificar o timbre de quem canta. E, de quebra, ele ainda multiplica a sua voz fazendo “terças” como se fosse um coral, com até três vozes. No stand da Gibson, um lançamento fantástico: um pedal Zoom, que além dos efeitos tradicionais traz a regulagem de diversos guitarristas já programados. Obviamente, o lançamento trouxe apenas guitarristas que usam a marca da referida guitarra.

 

 

Estranho mesmo foi a pouca participação da Fender. A marca esteve presente apenas com alguns importadores e mesmo assim era um custo achar seus modelos. Eu mesmo não vi nenhuma. Deu para perceber também que a tecnologia de um “up” em marcas como Tagima, que usa como garoto-propaganda o guitarrista do Angra, Kiko Loureiro. Ele esteve por lá, em tarde de autógrafos. Meu sobrinho entrou na fila, tirou uma foto, e pegou um autógrafo. Até nisso, o mundo conspira a favor do rock. Nos meus tempos de garoto e aspirante a roqueiro, não havia essa moleza de exposição com aulas ao vivo com os grandes mestres da guitarra! Agora, só falta as rádios brasileiras voltarem a abrir espaço para essa molecada que está vindo a todo vapor com suas guitarras, baixos e baterias. Que a menininha da foto que abre seja uma grande baterista, meu sobrinho um grande guitarrista. E acima de tudo, que eu e o Eduardo (que perdeu essa feira maravilhosa) tenhamos vida longa para contar a história dessa molecada! Que venham os novos Kikos Loureiros.

 

 

*Ibiapaba Netto é jornalista e dono do blog Vida de Repórter

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DESLIGUE A TV E VÁ LER UM LIVRO!! (Depois veja no Youtube tudo o que você perdeu!!)  escrito em quarta 02 setembro 2009 21:18

Alguém mais notou como a televisão viveu momentos extremos de bizarrices musicais nos últimos dias!!???. A TV, de uma forma geral é um universo estranho. Sempre achei aqueles musicais, em que a banda entra com os instrumentos em punho, mas desligados e finge cantar e tocar, num playback bem fuleiro, algo muito constrangedor. Mas o nível de “vergonha alheia” envolvendo bandas, cantores e afins, atingiu um novo patamar.

  

Começando pela “apresentação” do grupo Information Society, direto dos anos 90 para o palco do “Domingão do Faustão” da rede Globo. Não viu!? Então dá uma espiada aqui e depois me diz se não foi esdrúxulo ver o vocalista Kurt Harland cantando completamente desafinado e fora de ritmo, em meio as bailarinas do Faustão. O melhor é que sempre que esses programas trazem uma atração internacional, cria-se um frisson tão grande, que a chance de dar merda é grande.

 

Para completar a zorra, ainda teve a  entrevista de Fausto Silva, que chegou a dizer que o Information era “a banda americana mais querida do Brasil”. Queria saber qual o foi o Instituto de pesquisa que revelou esse dado. Mas enfim, ao fazer uma pergunta falando sobre a volta do grupo e as novas gerações que a banda teria conquistado com o seu retorno, o robusto apresentado recebeu a seguinte resposta atravessada: “Me disseram especificamente que hoje á noite eu não teria nem que pensar, falar, respirar ou usar de alguma capacidade razoável. Não é verdade?”, disse calmamente Kurt. O apresentador até tentou disfarçar, mas não adiantou já estava criada toda a cena, daquelas de deixar o telespectador realmente envergonhado.

 

Outro episódio hilário foi o hino nacional cantado pela cantora Vanusa, durante uma reunião na Assembléia Legislativa de São Paulo. Ela simplesmente errou a letra e com isso perdeu o tom, o ritmo e a vergonha na cara. Se você ainda não viu, por favor, delicie-se com a tragédia alheia aqui. Vale a pena dar uma olhada. A contora, sucesso na época da Jovem Guarda, se explicou dizendo que havia tomado um remédio para labirintite a lá Fernando Vanucci e seu “castelo de areia da Copa”. Tá bom, Vanusa, agente entende...

 

 

Mas o auge, a apogeu, a máxima manifestação da bizarrice foi, sem dúvida, a entrevista do “cantor” Serguei no “Programa do Jô”. Depois de abrir o programa, entoando algo que vagamente lembrava algum tipo de rock setentista, (ninguém me tira da cabeça que ele havia acabado de inventar a letra, cantada em inglês), ele mostrou toda a sua “desenvoltura” em DOIS!!!! blocos de entrevista. O cara não conseguiu completar um raciocínio sequer. Suas respostas se resumiam a “Humm, então, hã..O que você me perguntou mesmo!?”. Sinceramente,  não me lembro da “carreira” de Serguei nos anos 60/70, mas duvido que ele tenha feito algo realmente bom.

 

Com tanta gente talentosa por ai, como é que um cara desse pode ter algum tipo de notoriedade, por menor que ela seja!? Ahh é, ele transou com a Janis Joplin. Pois é, sem dúvida, ele é o pior efeito colateral da brilhante carreira de Janis, que fez por ele o que a Madonna faz por Jesus Luz. Ou seja, transformou um mane em Celebridade. E a gente que agüente.

 

Aliás, durante a entrevista ele deixou subentendido (afinal, é impossível entender qualquer coisa que ele falava) que na verdade transou com o segurança da Janis e não propriamente com a cantora. Pronto, só faltava a única coisa que justificava suas aparições ser falsa. Mais bizarro, impossível.

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