Alguém mais notou como a televisão viveu momentos extremos de bizarrices musicais nos últimos dias!!???. A TV, de uma forma geral é um universo estranho. Sempre achei aqueles musicais, em que a banda entra com os instrumentos em punho, mas desligados e finge cantar e tocar, num playback bem fuleiro, algo muito constrangedor. Mas o nível de “vergonha alheia” envolvendo bandas, cantores e afins, atingiu um novo patamar.
Começando pela “apresentação” do grupo Information Society, direto dos anos 90 para o palco do “Domingão do Faustão” da rede Globo. Não viu!? Então dá uma espiada aqui e depois me diz se não foi esdrúxulo ver o vocalista Kurt Harland cantando completamente desafinado e fora de ritmo, em meio as bailarinas do Faustão. O melhor é que sempre que esses programas trazem uma atração internacional, cria-se um frisson tão grande, que a chance de dar merda é grande.
Para completar a zorra, ainda teve a entrevista de Fausto Silva, que chegou a dizer que o Information era “a banda americana mais querida do Brasil”. Queria saber qual o foi o Instituto de pesquisa que revelou esse dado. Mas enfim, ao fazer uma pergunta falando sobre a volta do grupo e as novas gerações que a banda teria conquistado com o seu retorno, o robusto apresentado recebeu a seguinte resposta atravessada: “Me disseram especificamente que hoje á noite eu não teria nem que pensar, falar, respirar ou usar de alguma capacidade razoável. Não é verdade?”, disse calmamente Kurt. O apresentador até tentou disfarçar, mas não adiantou já estava criada toda a cena, daquelas de deixar o telespectador realmente envergonhado.
Outro episódio hilário foi o hino nacional cantado pela cantora Vanusa, durante uma reunião na Assembléia Legislativa de São Paulo. Ela simplesmente errou a letra e com isso perdeu o tom, o ritmo e a vergonha na cara. Se você ainda não viu, por favor, delicie-se com a tragédia alheia aqui. Vale a pena dar uma olhada. A contora, sucesso na época da Jovem Guarda, se explicou dizendo que havia tomado um remédio para labirintite a lá Fernando Vanucci e seu “castelo de areia da Copa”. Tá bom, Vanusa, agente entende...
Mas o auge, a apogeu, a máxima manifestação da bizarrice foi, sem dúvida, a entrevista do “cantor” Serguei no “Programa do Jô”. Depois de abrir o programa, entoando algo que vagamente lembrava algum tipo de rock setentista, (ninguém me tira da cabeça que ele havia acabado de inventar a letra, cantada em inglês), ele mostrou toda a sua “desenvoltura” em DOIS!!!! blocos de entrevista. O cara não conseguiu completar um raciocínio sequer. Suas respostas se resumiam a “Humm, então, hã..O que você me perguntou mesmo!?”. Sinceramente, não me lembro da “carreira” de Serguei nos anos 60/70, mas duvido que ele tenha feito algo realmente bom.
Com tanta gente talentosa por ai, como é que um cara desse pode ter algum tipo de notoriedade, por menor que ela seja!? Ahh é, ele transou com a Janis Joplin. Pois é, sem dúvida, ele é o pior efeito colateral da brilhante carreira de Janis, que fez por ele o que a Madonna faz por Jesus Luz. Ou seja, transformou um mane em Celebridade. E a gente que agüente.
Aliás, durante a entrevista ele deixou subentendido (afinal, é impossível entender qualquer coisa que ele falava) que na verdade transou com o segurança da Janis e não propriamente com a cantora. Pronto, só faltava a única coisa que justificava suas aparições ser falsa. Mais bizarro, impossível.